Materiais de construção podem passar por isenção fiscal

A pandemia do novo coronavírus trouxe dificuldades ao mercado brasileiro e também de outros países, que sofreram com um menor abastecimento de matéria-prima e uma alta de preços. Recentemente, vimos os valores de alimentos básicos, como óleo e arroz subirem bastante nas prateleiras do mercado. O governo decidiu, então, aplicar uma isenção fiscal para o grão importado no país. Agora, os materiais de construção entram na mira para passar pelo mesmo processo.


O setor de construção civil está sendo um dos primeiro a se recuperarem durante a pandemia da COVID-19. As vendas desse tipo de produto registraram uma alta de 22,7% em agosto deste ano, em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo pesquisa de comércio do IBGE. Esse volume só perde para móveis e eletrodomésticos até agora.


Essa subida de compras, porém, está levando preços maiores aos consumidores. Na somatória de julho e agosto, o tijolo teve alta de 13,45% no valor final. O cimento, subiu 5,42% no mês passado e 4,04%, em julho, acumulando elevação de 9,46%. No mesmo período, a inflação acumulada, de acordo com o Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e índices da Construção Civil), saltou de 3,33% para 3,78%.


Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) apontam que, de 462 empresas, de 25 estados, 95% delas apresentaram aumento de preços do cimento, e 90% em cabos elétricos. 81% perceberam alta no preço do concreto, e 75% no bloco cerâmico.


Para reduzir a taxa inflacionária, a SPE (Secretaria de Política Econômica), do Ministério da Economia, já está monitorando os preços. Caso identifiquem uma estagnação do setor, há a possibilidade algumas isenções fiscais ao mercado da construção civil.

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